era tão pouca a vida
Na palma da mão
ao sol que suas asas resseca
as gotas evaporam
as asas se soltam
Na palma da mão prisioneira
tão longe do chão tonteira
a borboleta se demora
quase morta
agora quase viva
suas cores mais pálidas
suas asas feridas
um vento e um medo
se prende ao meu dedo
até que está pronta
e cambaleando voa
ainda tonta
MDansa